No Dia Nacional do Livro (29/10), bióloga brasiliense Nurit Bensusan é exemplo de sucesso na inclusão de temáticas ambientais nas páginas infanto-juvenis. Além do último livro Labirintos –Parques Nacionais, a autora assinou as obras Rio +20, +21, +22, +23 e Quanto dura um rinoceronte?

Com mais de 12 obras que tratam sobre a biodiversidade assinadas, Nurit Bensusan resolveu investir no público infantil para dar continuidade ao seu trabalho de popularização da Ciência. Só esse ano, a mestre em Ecologia e doutora em Educação, lançou três obras infanto-juvenis: Quanto dura um rinoceronte?, Rio +20, +21, +22, +23 (lançado na abertura da Rio +20) e o novíssimo Labirintos – Parques Nacionais. Apostar nas novas gerações significa mudar mentalidades e corações, acredita a especialista.

Em Labirintos – Parques Nacionais, a história de 12 dos principais parques nacionais brasileiros é contada de forma divertida e curiosa em uma espécie de livro-jogo que traz labirintos que estimulam uma viagem inesquecível a paisagens com territórios aquáticos e terrestres, como o Corcovado e a Água Mineral.  Já em Rio +20, +21, +22, +23, a obra alerta a importância de se preservar o meio ambiente não só para as próximas gerações, mas ter desde já uma conscientização diária que garanta essa sustentabilidade. E por falar em preservação, Quanto dura um rinoceronte? levanta questões sobre o desmatamento e a extinção dos animais em uma “resposta biológica” ao poema de Pablo Neruda que traz em seus versos a pergunta “Quanto dura um rinoceronte depois de ser enternecido?”.

Segundo Nurit, o discurso ambiental atualmente é onipresente, mas a prática não. Por isso, além de escrever para o público infantil, Bensusan também se dedica a criação de jogos infantis que costuma chamar de “biolúdicos”. Nas cartas de Bioquê?(charadas),Tsunami (ameaças ao ambiente marinho), Biobrazuca (conservação dos biomas), e os recém lançados Metamorfus(metamorfose dos animais) e PET, o desafio (trunfo com animais super heróis), as figuras coloridas de animais junto com as ameaças naturais e humanas abordadas nos jogos (como a clonagem, a pesca predatória e a poluição), se tornam fonte de grande quantidade de informações biológicas que são absorvidas de forma natural a cada partida.

“A maioria dos livros ou jogos que estão no mercado hoje em dia são chatos ou falhos no sentido de fazer uma reflexão mais profunda sobre o tema. Por exemplo, as crianças têm vários livrinhos que afirmam que desperdiçar água é um problema, só que o que falta é mostrar para elas que muitas das outras coisas têm a ver com o consumo de água, às vezes, até maior, como a produção de produtos eletrônicos (com a lavagem de chips) ou desperdício de manteiga (com gasto de até 17 mil litros de água para 1 quilo do produto)”, afirma a também engenheira florestal que trabalha também com a conservação de áreas protegidas.

“A criança aprende que o desperdício está na torneira pingando e não dentro do produto que ela consome e isso faz com que tudo fique mais complicado. Ou seja, a criança não faz a ligação entre as questões ambientais e o consumo, não é levada a refletir sobre as cadeias de produção do que ela deseja e consome. E essa é uma questão que precisa ser atacada, pois só assim haverá possibilidade de mudança.”, explica Nurit.

Assista ao video de Nurit Bensusan, onde a escritora conta como começou a se dedicar às obras infantis:
http://www.youtube.com/watch?v=tUXFLGCSpA8

Assessoria de imprensa da bióloga Nurit Bensusan
Clarice Gulyas (61) 8428 0719 / 8177 3832

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