Dia Mundial do Meio Ambiente: Nurit Bensusan diz que consumo excessivo é a principal problemática do Planeta

Dia Mundial do Meio Ambiente:
Especialista brasiliense diz que consumo excessivo é a principal problemática do Planeta


Para a bióloga e especialista em ecologia, Nurit bensusan, apesar da popularidade do termo, o conceito de sustentabilidade ainda é
mal interpretado pela população

nurit bensusan 1

 

Foto: Tamara Barreto / Gulyas Comunicação

O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, está longe de ser uma data comemorativa. De acordo com os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável – IDS 2012, lançados pelo IBGE durante a conferência Rio+20, as desigualdades socioeconômicas e de gênero, os altos valores de poluentes do ar em regiões metropolitanas, a falta de saneamento básico, mais comuns no Norte e no Nordeste, e as ameaças crescentes aos biomas e espécies brasileiras sob perigo de extinção são algumas das fragilidades enfrentadas pelo Brasil atualmente. De acordo com a bióloga brasiliense e mestre em ecologia, Nurit Bensusan, apesar da alta popularidade do termo sustentabilidade, poucas pessoas sabem realmente o que essa palavra significa. Como forma de popularizar a Ciência entre a garotada, a especialista cria jogos e livros infantis com temas biológicos.

“Para a maioria da população, a sustentabilidade está muito mais ligada à imagem do politicamente correto do que ao seu real significado: agir de maneira que não prejudique as pessoas e o planeta. É preciso lidar com os recursos naturais que disponibilizamos de forma que não comprometa o seu uso futuro, usar com racionalidade”, afirma Nurit, que também é doutora em educação, engenheira florestal e escritora.

Consumo e consciência

Um dos temas centrais discutidos há um ano na Rio+20, Cidade Sustentável, ainda é uma realidade distante da que o Brasil enfrenta atualmente. “Para uma cidade ser chamada de sustentável é preciso investir em muitas ações, como transporte público de qualidade, coleta de lixo voltada para a reciclagem, tratamento de água e geração de energia com menos impactos ambientais, utilização de produtos que não agridem ou que agridem menos o meio ambiente, entre muitos outros campos que exigem atenção”, alerta Nurit.

Segundo ela, o principal desafio está em consumir menos do que é consumido hoje. “O consumo excessivo é um dos fatores mais críticos da atualidade. Primeiro porque a energia que a gente consome é muito mais do que a gente poderia gastar. Segundo porque o mega consumo só funciona para uma parcela da população, já que grande parte do mundo continua completamente à margem disso, sem acesso à tecnologia, por exemplo. Então, além de não pouparmos energia para o futuro, consumimos exageradamente enquanto outras pessoas não têm nem o básico para sobreviver”, reflete.

Semente do conhecimento

Para Nurit não restam dúvidas: a solução definitiva para os problemas ambientais está na educação. Por isso, a especialista lançou em 2010 a Biolúdica, empresa de criação de jogos e livros com temas biológicos, como forma de despertar a consciência de crianças e adolescentes de forma lúdica. A aposta deu tão certo que Nurit chegou a lançar o livro-jogo Rio +20, 21, 22… na abertura da conferência mundial sobre meio ambiente, e de lá para cá, a loja virtual passou a contar com dezenas de produtos, entre jogos de cartas e livros, muitos deles adotados na lista de material de colégios particulares do Distrito Federal. Recentemente a obra Labirintos – Parques Nacionais foi premiada como melhor livro infantil brasileiro pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, na categoria Informativo.

“As crianças, diferentemente dos adultos, têm uma empatia muito forte pelos assuntos ambientais. Conservar essa empatia pode fazer muita diferença para o futuro”, afirma a bióloga que atualmente trabalha em um novo livro de perguntas e respostas, também voltado para os baixinhos.

Sobre Nurit Bensusan

Bióloga e engenheira florestal, pós-graduada em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Hebraica de Jerusalém, mestre em Ecologia e doutora em Educação pela Universidade de Brasília (UnB). É autora do blog Nosso Planeta, do jornal O Globo ( http://oglobo.globo.com/blogs/nossoplaneta ), uma de suas plataformas de popularização da ciência, e criadora da Biolúdica ( http://www.bioludica.com.br ), oficina de jogos com temas biológicos voltada para crianças e adolescentes. Participa também do coletivo de ideias Biotrix ( http://www.biotrix.com.br). Com mais de 12 livros publicados, entre eles Biodiversidade: é para comer, vestir ou passar no cabelo; Meio Ambiente: e eu com isso?; Quanto dura um rinoceronte? (Editora Peirópolis), e Rio + 20, +21, +22, +23 (da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), e Seria melhor mandar ladrilhar? (Editora Universidade de Brasília e Peirópolis) foi responsável pela área de biodiversidade e coordenadora de políticas públicas do WWF Brasil, coordenadora de biodiversidade no Instituto Socioambiental e coordenadora do núcleo de gestão do conhecimento do Instituto Internacional de Educação do Brasil.

Mais informações:

http://www.bioludica.com

[VÍDEOS] Últimas entrevistas com Nurit Bensusan

Nurit Bensusan fala ao programa Cotidiano, da Rádio Nacional, sobre prêmio de literatura infantil
http://www.youtube.com/watch?v=WCJEzJCBjxs

Nurit Bensusan conta como se tornou escritora – Biolúdica
http://www.youtube.com/watch?v=tUXFLGCSpA8

Nurit Bensusan fala sobre o livro-jogo Labirintos – Parques Nacionais
http://www.youtube.com/watch?v=Wrqp4j4jAJU

Biolúdica lança os jogos Metamorfus e PET, o Desafio!
http://www.youtube.com/watch?v=ZYRmlr1zcA8

Assessoria de Imprensa da Biolúdica:
Gulyas Comunicação

(61) 8428 0719 / 8177 3832
Fernanda Fernandes e Clarice Gulyas
gulyascomunicacao@gmail.com

Nurit Bensusan fala à Rádio Nacional sobre premiação nacional

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A bióloga e diretora da Biolúdica, Nurit Bensusan, concederá entrevista, ao vivo, ao programa Cotidiano, da Rádio Nacional nesta quarta (22/5), às 11h40. Na ocasião, Nurit irá contar como é ganhar o maior prêmio de literatura infantil do País, após conquistar recentemente prêmio Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) – O Melhor para Criança, com a obra Labirintos – Parques Nacionais. O programa é apresentador por Luiza Inêz e pode ser acompanhado pelo site http://radioagencianacional.ebc.com.br/

Correio Braziliense: Bióloga brasiliense ganha maior prêmio de literatura infantil do Brasil

A obra Labirintos – Parques Nacionais da brasiliense Nurit Bensusan venceu na categoria Informativo da premiação O Melhor para Criança, organizada pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

O livro ilustrativo aborda em 56 páginas a história e as curiosidades de 12  parques brasileiros com o objetivo de reiterar, de maneira lúdica e descontraída, a importância da preservação ambiental. Essa foi a segunda participação de Nurit no prêmio da FNLIJ. Em 2012, o livro Quanto dura um Rinoceronte? recebeu o selo de “Altamente Recomendável”. Confira a lista de vencedores do prêmio em 2013, divulgada nesta terça-feira (14/5).

Antes da premiação, a FNLIJ já tinha selecionado Nurit Bensusan para compor o acervo brasileiro exposto, de 25 a 28 de março de 2013, na Feira de Bolonha (Itália), um dos maiores eventos mundiais voltados à literatura infantil. Nurit é autora de outras 12 obras técnicas sobre o meio ambiente, como o livro-jogo Biobrazuca, seu primeiro título para crianças, lançado em 2011. “Escrever para crianças sobre temas biológicos e ambientais é um enorme prazer, e ter o meu trabalho reconhecido pela FNLIJ é muito gratificante”, comemora a escritora e pesquisadora ambiental, doutora em educação e mestre em ecologia.

Fonte: Correio Braziliense

Correio 15 de maio - nurit bensusan bioludica

Livro de bióloga brasiliense ganha maior prêmio de literatura infantil do Brasil

 Obra Labirintos – Parques Nacionais, recentemente exposta na feira de Bolonha (Itália), foi vencedora da categoria Informativo do Prêmio FNLIJ 2013

Capa_Labirintos-Parques-Nacionais-NuritBensusan

Após ser exposto na Feira de Bolonha (Itália), um dos maiores eventos mundiais voltados à literatura infantil, o livro Labirintos – Parques Nacionais, de autoria da bióloga brasiliense Nurit Bensusan, recebeu, na manhã desta terça (14/5), o prêmio Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) – O Melhor para Criança, premiação máxima concedida, anualmente, desde 1975, aos melhores livros nacionais infantis e juvenis, e que hoje conta com diversas categorias como poesia, melhor Ilustração, literatura de língua portuguesa, entre outras. Vencedor da categoria Informativo, Labirintos é um livro ilustrativo que aborda em 56 páginas a história e as curiosidades em torno de doze parques brasileiros. Além atrair a garotada de maneira lúdica, a obra propõe ainda um alerta para a importância da preservação ambiental.  

Autora de mais de 12 obras técnicas que abordam o meio ambiente, Nurit Bensusan conta que a vontade de escrever para o público infantil surgiu há pouco tempo, em 2011, quando lançou seu primeiro título, o livro-jogo Biobrazuca. A partir daí, surgiram Quanto dura um rinoceronte? (2012), Rio + 20, 21, 22…(2012) e Labirintos – Parques Nacionais (2012).

nurit bensusan 2

“Escrever para crianças sobre temas biológicos e ambientais é um enorme prazer, e ter o meu trabalho reconhecido pela FNLIJ é muito gratificante”, comemora a escritora e pesquisadora ambiental, doutora em Educação e mestre em Ecologia.  Para ela, ganhar o prêmio irá abrir as portas, não só para a carreira como escritora, mas, especialmente, para o tema dos parques nacionais.

De acordo com Ana Paula Prates, ex-diretora de áreas protegidas do Ministério do Meio Ambiente, a carência de livros biológicos voltados para as crianças ainda é muito grande no Brasil. “O livro Labirintos traz essa inovação, traduzindo biologia para as crianças e alertando para a importância da valorização e preservação de nossas áreas protegidas”, comenta a doutora em Ecologia.

Altamente Recomendável

Além de Labirintos, outra obra de Nurit recebeu o selo de “Altamente Recomendável” e concorreu ao prêmio: Quanto dura um Rinoceronte?, que também esteve exposto, entre os dias 25 e 28 de março deste ano, na Feira de Bolonha, na Itália. “Fico gratificada pelo reconhecimento do meu trabalho”, afirma Nurit, que tem como maior expectativa ver seus livros traduzidos para outros idiomas. “Eu adoraria ver, por exemplo, o livro Quanto dura um rinoceronte? publicado em árabe, swahili ou mandarim”, revela a autora que lançou a empresa de criação de jogos e livros infantis, Biolúdica, em 2010.

Mais informações:
www.bioludica.com

Lista de vencedores do Prêmio FNLIJ 2013
http://www.fnlij.org.br/imagens/primeira%20pagina/premio%202013%20-%202012.pdf

Releases:
Livros de bióloga brasiliense estarão na Feira de Bolonha
https://bioludica.wordpress.com/2013/03/13/livros-de-biologa-brasiliense-estarao-na-feira-de-bolonha/

Parques nacionais viram tema de livro infantil
https://bioludica.wordpress.com/2012/09/19/parques-nacionais-viram-tema-de-livro-infantil/

Entrevista – VÍDEO:
Nurit Bensusan fala sobre o livro-jogo Labirintos – Parques Nacionais

Nurit Bensusan conta como se tornou escritora de obras infantis
http://www.youtube.com/watch?v=tUXFLGCSpA8

FOTO Nurit Bensusan:
Crédito: Tamara Barreto / Gulyas Comunicação

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Dia das Mães: inspirada pelo filho, bióloga brasilense cria jogos divertidos com temas biológicos

Carência de jogos sobre meio ambiente para o público infantil levou a empresária Nurit Bensusan a criar um novo mercado no Brasil

Nurit e Arie Bensusan - divulgacao

Fazer o filho Ariê interessar-se mais por ciência e por atividades lúdicas foi o objetivo primordial da bióloga brasiliense Nurit Bensusan ao criar jogos divertidos sobre a biodiversidade. No Dia das Mães, a engenheira florestal, doutora em educação e mestre em ecologia, possui, hoje, seis jogos destinados ao público infantil, lançados por sua empresa, a Biolúdica. No mercado há pouco mais de um ano, Nurit conta que a ideia surgiu ao procurar jogos interessantes e atraentes para o filho Ariê, então com 7 anos.

De acordo com Nurit, divertir as crianças e ensinar simultaneamente é um desafio. “Os jogos são uma maneira de as crianças aprenderem sem se darem conta”, explica ela. “Comecei a procurar jogos interessantes para ele, e notei que no Brasil, faltam jogos atraentes e que ao mesmo tempo promovam o conhecimento. Como eu já trabalhava com divulgação científica para adultos, pensei em desenvolver jogos instigantes e divertidos com temas biológicos”, conta Nurit, que sonha em estender a diversão às escolas públicas.

Ariê, hoje com 9 anos de idade, influencia diretamente a mãe em suas criações, seja nos desenhos das cartas do Tsunami (que explora as ameaças marinhas), como também no jogo Metamorfus, criado por Nurit à pedido do filho, que na época estudava o tema da metamorfosedos animais na escola. O jogo consiste na construção de diferentes sequências de vida dos animais sob o perigo de intervenções de cartas curingas que, além de divertir, trazem referências culturais, como os trunfos Ambulante (da música Metamorfose Ambulante, de Raul Seixas) e Mutante Samsa (personagem Gregor Samsa, da obra de Kafka).

“Essa ideia me pareceu super legal porque eu mesma tive experiência de estar com pessoas que não sabem que os bichos fazem metamorfose, ou simplesmente nunca se deram conta que aquela lagarta vira borboleta, ou que a formiga, a mosca e a abelha também fazem metamorfose, além da barata, por exemplo”, comenta a escritora que teve os livros Labirintos – Parque Nascionais e Quanto Dura Um Rinoceronte? recentemente expostos na Feira de Bolonha, uma das mais tradicionais feiras de livros infantis do mundo.

Serviço:
Biolúdica
Site: http://www.bioludica.com.br

Assessoria de imprensa:
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1° Torneio de jogo criado por bióloga brasiliense desafia crianças a protegerem o meio ambiente

1 Torneio Card Game PET bioludica

Jogo de cartas com animais super-herois estimula público infantil a entender ameaças ambientais, como caça predatória dos tubarões e biotecnológicas, como a clonagem de mamutes, a partir das 16h do próximo sábado (20), na Asa Sul. A entrada é franca

Combater ameaças ambientais e tecnológicas por meio de personagens super divertidos é a missão para a garotada com o 1° Torneio PET que será realizado a partir das 16h do próximo sábado (20/4), no Café Ernesto, na quadra 115 Sul. O jogo PET, o Desafio (Protetores da Existência na Terra) é uma criação  conjunta recente da bióloga brasiliense Nurit Bensusan, e do quadrinista Nestablo Ramos, que após sair das revistas em quadrinhos tem conquistado cada vez mais crianças e adolescentes. Com estratégias de defesa e de ataque, o jogo conta “com escalas de força que, assim como as do super trunfo, servem para combater ameaças como as clonagens,  pesca predatória e poluição”, explica a autora. Programação inclui aulas de ioga para crianças. Classificação livre, e entrada franca.

Doutora em educação e mestre em ecologia, Nurit Bensusan conta que a iniciativa do torneio é gerar uma competição saudável, mas que exija conhecimento e informações sobre biodiversidade, o que reflete em um aprendizado lúdico e com conscientização ambiental. “Temos, por exemplo, um conjunto de ameaças ligadas aos tubarões. Como a criança tem que ler a ameaça para saber se ganha ou perde aquela rodada, essas ameaças acabam se tornando fontes de informação”, explica.

Segundo a bióloga e também engenheira florestal, a ideia de comercializar jogos com temas ambientais partiu da necessidade de encontrar produtos diferentes e de qualidade no mercado. “Percebi que os jogos que propunham uma reflexão sobre a conscientização ambiental eram, muitas vezes, chatos ou falhos”, ressalta ela que, além de PET, o Desafio, lançou outros cinco jogos e livros infantis pela empresa Biolúdica. São eles: Bioquê?, Tsunami, Biobrazuca, Labirintos – Parques Nacionais, Rio + 20, 21, 22, 23…, e Metamorfus, disponíveis para  compra no site www.bioludica.com.br.

O evento é aberto à comunidade, com entrada franca e duração até às 20h. Os finalistas e vencedores do torneiro contarão com premiações exclusivas. Além disso, serão expostos para venda diversos produtos do PET, como canecas e mochilas. Haverá ainda uma oficina com os outros jogos da Biolúdica e aula de ioga para crianças com a professora Dayse Rose.

Serviço:
1° Torneio de PET
Data:  20 de abril (sábado)
Hora: 16h
Local: Café Ernesto (115 sul, bloco C, loja 14)
Ingresso: entrada franca
Realização: Biolúdica
Mais informações: www.bioludica.com.br

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1° Torneio PET da Biolúdica! (20 de abril, sábado)

1 Torneio Card Game PET bioludica

Venha mostrar que é craque no jogo de trunfo mais irado e animal de Brasília!

O jogo PET, O Desafio (Protetores da Existência na Terra) é uma parceria do quadrinista Nestablo Ramos com a bióloga e diretora da Biolúdica, Nurit Bensusan.

Os finalistas concorrerão a prêmios exclusivos!!

Dia 20 de abril, a partir das 16 horas, no Café Ernesto, na 115 sul.

O que há para comemorar no Dia Mundial da Água?

Bióloga brasiliense alerta que maior desperdício está na agricultura
e na produção de novas tecnologias

O Dia Mundial da Água, celebrado nessa sexta (22/3), traz reflexões sobre temas importantes a cerca do maior bem natural do planeta. Por isso, a bióloga brasiliense Nurit Bensusan alerta que são as mudanças de hábitos, indo além de “fechar as torneiras”, que poderão contribuir com a conservação água, atualmente muito desperdiçada na produção de novas tecnologias e na agricultura.

livro - meio ambiente nurit bensusan
Autora do livro Meio ambiente, e eu com isso?, que aborda situações cotidianas e as relações das pessoas com o meio ambiente, a também engenheira florestal e especialista em ecologia explica que apesar do tema Água e Sustentabilidade estarem mais popularizados, as práticas ainda têm muito o que mudar.

“Continuamos com um enorme desperdício de água, continuamos sendo um país péssimo em saneamento, continuamos a individualizar a culpa pelo consumo de água. É claro que fechar as torneiras é útil, mas temos que pensar onde e como a água é gasta no planeta. Cerca de 70% é gasta na agricultura e, se quisermos fazer alguma diferença, para além de convivermos bem com nossa consciência de forma descomprometida, temos que repensar os nossos modelos de ocupação do solo e também de consumo”, afirma Nurit, doutora em educação e ex-coordenadora da WWF Brasil.

Na era da Comunicação e da Tecnologia, a especialista alerta para o consumo consciente de produtos eletrônicos, já que a fabricação de equipamentos eletrônicos também depende muito do consumo de água. “Quem quer ficar com seu velho iPad, enquanto pode ter um novo?”, indaga. A bióloga também ressalta a influência do consumo de alimentos no consumo de água. Segundo ela, a água utilizada na confecção de alimentos gera diversos tipos de gastos. “Por exemplo, para produzir um quilo de manteiga, precisamos de 18 mil litros de água. Já para produzir um quilo de carne bovina, 17 mil litros, ou seja, desperdiçamos indiretamente muita água por conta do desperdício de alimentos”, critica.

“Não há o que comemorar”

É difícil imaginar quando se toma um banho quente, escova os dentes ou toma um copo de água gelada diretamente do filtro, que muita gente no planeta não tenha acesso à água potável. De acordo com Nurit Bensusan, os números são alarmantes. “Há quase um bilhão de pessoas sem acesso à água potável no mundo, e mais de 2 bilhões sem acesso a saneamento adequado. Ironicamente, em muitos desses lugares se plantam flores, que consomem altíssimas quantidades de água, e se irrigam campos de golfe, quando umas poucas gotas d’água poderiam salvar uma vida”, reflete a bióloga.

Sobre Nurit Bensusan

Bióloga e engenheira florestal, pós-graduada em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Hebraica de Jerusalém, mestre em Ecologia e doutora em Educação pela Universidade de Brasília (UnB). É autora do blog Nosso Planeta, do jornal O Globo ( http://oglobo.globo.com/blogs/nossoplaneta ), uma de suas plataformas de popularização da ciência, e criadora da Biolúdica ( http://www.bioludica.com.br ), oficina de jogos com temas biológicos voltada para crianças e adolescentes. Participa também do coletivo de ideias Biotrix ( http://www.biotrix.com.br ). Com mais de 12 livros publicados, entre eles Biodiversidade: é para comer, vestir ou passar no cabelo; Meio Ambiente: e eu com isso?; Quanto dura um rinoceronte? (Editora Peirópolis), e Rio + 20, +21, +22, +23 (da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), e Seria melhor mandar ladrilhar? (Editora Universidade de Brasília e Peirópolis) foi responsável pela área de biodiversidade e coordenadora de políticas públicas do WWF Brasil, coordenadora de biodiversidade no Instituto Socioambiental e coordenadora do núcleo de gestão do conhecimento do Instituto Internacional de Educação do Brasil.

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Livros de bióloga brasiliense estarão na Feira de Bolonha

Obras “Labirintos – Parques Nacionais” e “Quanto dura um Rinoceronte?” ganham cena internacional e são selecionadas pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil

Após o sucesso dos livros Labirintos – Parques Nacionais e Quanto dura um Rinoceronte?, ambos lançados pela editora Peirópolis em  2012, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) selecionou as obras da bióloga brasiliense Nurit Bensusan para comporem o acervo da Feira de Bolonha (BoloCapa_Labirintos-Parques-Nacionais-NuritBensusangna Children’s Book Fair), nos dias 25 e 28 de março, na Itália. O evento de literatura infantil é reconhecido mundialmente e é restrito a autores, ilustradores, agentes literários, licenciadores, entre outros profissionais de literatura. Outros livros infantis, com temas ambientais, fazem parte dos próximos planos da autora, que também cria e personaliza jogos de cartas sobre os seres vivos.

Para a escritora e pesquisadora ambiental, doutora em Educação e mestre em Ecologia, ter seus livros em um evento dessa magnitude não significa apenas mais visibilidade, mas a ampliação da disseminação de ideias voltadas para a proteção do meio ambiente, ultrapassando as barreiras nacionais. O evento também permite que especialistas do ramo possam comprar e revender direitos autorais, além oferecer novas oportunidades de negócios, discutir e debater as últimas tendências voltadas para o público infantil. “Ter meus livros expostos na Feira de Bolonha é uma super oportunidade e um super reconhecimento do meu trabalho. Minha maior expectativa é de que surja alguma oferta de tradução dessas obras. Eu adoraria ver, por exemplo, o livro “Quanto dura um rinoceronte?” publicado em árabe, swahili ou mandarim”, revela Nurit.

Além das exposições de obras literárias voltadas ao público infantil, a feira conta com reuniões, debates e palestras, entre outras atividades. Incluindo os dois livros infantis de Nurit, também autora de outros 12 títulos especializados em meio ambiente, mais 181 obras selecionadas pela FNLIJ. Mais informações sobre a feira: www.bolognachildrensbookfair.com.

Mais informações  www.bioludica.com.br.

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Artigo: Da floresta ao deserto: uma grande distância?

Por Nurit Bensusan / Globo OnlinePlaneta dos jumentos... também...
Bióloga, mestre em Ecologia, doutora em Educação, especialista em popularização da ciência

É muito impressionante… realmente é… Qualquer um de nós que já parou para pensar um pouquinho no assunto, certamente ficou embasbacado, boquiaberto…  Claro que eu poderia estar falando de muitas coisas aqui, desde a posse do novo presidente do Senado até às reações à blogueira cubana Yoani Sanchez, mas, na verdade, estou falando da diversidade de espécies na Floresta Amazônica!

Por que será que existe tamanha diversidade na Amazônia? Há várias respostas mas nenhuma definitiva: clima? Latitude? História evolutiva combinada com esses fatores? Agora, um projeto reunindo seis instituições brasileiras, oito dos Estados Unidos, uma canadense, uma argentina e uma britânica, entre universidades e jardins botânicos, busca responder a essa pergunta e de quebra tentar entender como era o ambiente e quais os organismos povoavam a região nos últimos 20 milhões de anos. Não é uma tarefa fácil, pois além do enorme e persistente desconhecimento das espécies amazônicas, há o desafio de integrar dados gerados pelas diversas áreas do conhecimento, com características diferentes. A escolha inicial é trabalhar com quatro grande grupos: plantas, aves, primatas e borboletas.

Vale lembrar que se estima que hoje conhecemos, segundo os mais otimistas, apenas 30% das espécies existentes no planeta. Na Amazônia, o desconhecimento se avoluma. Impressionante é que não há sequer consenso sobre a ordem de grandeza do desconhecimento… alguns falam que outros 8 milhões de espécies compartilhariam o planeta conosco, outros dizem que esse número pode chegar a 100 milhões.

Thomas Lewinsohn, professor da Unicamp, estimou que precisaríamos de cerca de 2 mil anos para descrever as espécies que temos no país. A questão é que se esperarmos esse tempo para tomarmos medidas para conservá-las, elas se extinguirão antes que cheguemos a conhecê-las… Além disso, com os avanços biotecnológicos, elas se misturarão, outras surgirão e o próprio conceito de espécie estará em xeque (talvez até mesmo xeque-mate!)

De todas as formas, entender os processos que geraram a megadiversidade amazônica pode ajudar a construir soluções de conservação, tentando preservar a integridade dos processos responsáveis pelo surgimento dessa diversidade.

Enquanto isso, valeria a pena entender como outros ambientes tropicais, em latitudes semelhantes, viraram grandes desertos… Será que as mudanças climáticas podem reservar um futuro dessa natureza para nossa luxuriante floresta tropical?

Clarice Gulyas e Barbara carneiro

Já está rolando? Leito seco do Rio Negro, em Iranduba, no estado do Amazonas, na seca de 2010, reputada como a pior dos últimos 100 anos… (Foto de Alberto César Araújo/Folhapress)

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